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quinta-feira, 4 de março de 2010

Ser legalista é fazer justiça com as próprias mãos

Por que tantas pessoas sobrecarregam a si mesmas e a muitas outras com fardos excessivamente pesados e desnecessários? Qual a justificativa para se estabelecer uma série de normas extra-bíblicas em nome do respeito à própria Bíblia?

A essência do pensamento legalista é o estabelecimento de regras cujo cumprimento vise assegurar automaticamente a “integridade moral e espiritual" daqueles que as praticam. É como uma “carta na manga”: se outros itens mais complexos não puderem ser observados, ao menos o legalista teoricamente se salvará obedecendo à listinha dos “podes” e “não-podes”.

Acontece que tentar assegurar a salvação por estes métodos é o que mais devemos evitar, uma vez que vivemos no tempo da Graça, do favor imerecido de nosso Senhor Jesus Cristo realizado por nós na cruz do Calvário. Se fosse para criarmos um cânon cuja observância infalivelmente nos conduzisse diretamente a Deus, então de nada valeria a vida, a morte e a ressurreição d’Ele em nosso benefício.

Entretanto, o legalista precisa ter certeza de estar praticando o bem de um modo mensurável, externo, visível. Ele também não consegue compreender as exceções das regras, que, ao contrário do que ele pensa, não as invalida, mas as confirma.

Ele tem uma necessidade incontrolável, (quase?) uma obsessão por ver as coisas “do jeito certo” e para isso lança mão de dogmas e de castigos humanos para induzir as pessoas a agirem da maneira que considera a mais correta. Não é uma reles simplificação lembrar que os judeus faziam justiça com suas próprias mãos ao apedrejarem as adúlteras e que hoje esta “justiça” se dá por meio de excomunhões, de isolamentos psicológicos e falta de tolerância aos que não se ajustam perfeitamente as normas estabelecidas.


http://poucoalem.blogspot.com/

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